Maroon 5 e Mumford & Sons no Rock in Rio 2026: como foram os shows
ME LEVA PRO SHOW 13 de setembro de 2026

Maroon 5 encerrou o Palco Mundo com uma maratona de hits, enquanto Mumford & Sons levou folk à chuva no Sunset. Veja como foram e os setlists.
O penúltimo dia do Rock in Rio 2026 terminou com duas experiências bem diferentes — e complementares. Na madrugada de domingo, 13 de setembro, o Maroon 5 encerrou o Palco Mundo com uma sequência de sucessos conhecida por praticamente todo o público. Pouco antes, na noite de sábado (12), o Mumford & Sons transformou a chuva no Palco Sunset em parte do clima de um show intimista, marcado por folk rock, banjo e grandes refrões. Enquanto Adam Levine liderou uma apresentação de aproximadamente 1h40, feita para cantar e dançar, Marcus Mumford comandou um set mais curto, com cerca de 50 minutos. O primeiro apostou na segurança de um catálogo popular; o segundo conquistou um público menor, mas atento, com arranjos orgânicos e emoção. Como foi o show do Maroon 5 no Rock in Rio 2026? O Maroon 5 entrou no Palco Mundo às 0h05, no horário previsto, depois dos shows de Pedro Sampaio, J Balvin e Demi Lovato. A banda abriu com “Harder to Breathe”, acompanhada por uma introdução de “War Pigs”, do Black Sabbath, e seguiu com “Lucky Strike” e “This Love”. A resposta à terceira música deixou clara a estratégia da apresentação: percorrer os maiores sucessos, sem exigir que a plateia conhecesse o trabalho mais recente. Embora a turnê atual leve o nome do álbum Love Is Like , lançado em 2025, nenhuma música desse disco apareceu no repertório registrado. O grupo preferiu faixas que atravessaram o rádio, a televisão e o streaming desde Songs About Jane , de 2002. O resultado não trouxe grandes surpresas, mas funcionou para um Palco Mundo cheio. Adam Levine percorreu a passarela, conversou com a plateia e chamou o público brasileiro de especial. “Stereo Hearts”, “Animals”, “One More Night” e “Misery” mantiveram a primeira parte em ritmo alto. Depois, “Sunday Morning”, “Memories” e “She Will Be Loved” abriram espaço para os momentos mais românticos. Em “She Will Be Loved”, Levine se aproximou do público e pediu que o último refrão fosse cantado em coro. “Maps” voltou a acelerar a apresentação. A chuva reapareceu durante a parte final e encontrou um dos rituais já conhecidos dos shows do Maroon 5: o vocalista tirou a camisa, cena recebida com gritos pela plateia. O bis reuniu “Payphone” e “Sugar”. Assim, a banda terminou o sexto dia do festival com uma fórmula direta: poucas pausas e uma concentração de canções que até o espectador casual reconhece. Setlist do Maroon 5 no Rock in Rio 2026 Segundo o registro atualizado do Setlist.fm, a apresentação teve 22 músicas executadas, além da introdução gravada de “Good Vibrations”: Harder to Breathe — com introdução de “War Pigs”; Lucky Strike; This Love; Stereo Hearts; Animals; One More Night; Misery; Sunday Morning; Heavy; Won’t Go Home Without You; Memories; She Will Be Loved; Maps; Love Somebody; Don’t Wanna Know; What Lovers Do; Makes Me Wonder; Girls Like You; Moves Like Jagger; Payphone — bis; Sugar — bis. “Heavy” é uma música de PJ Morton, tecladista da banda que também havia se apresentado individualmente no Palco Sunset na véspera. “Won’t Go Home Without You” foi tratada por Levine como uma canção menos frequente nos shows brasileiros, embora já tivesse aparecido no The Town em 2023. Maroon 5 apostou nos hits e ignorou o álbum novo A ausência de músicas de Love Is Like ajuda a explicar a sensação de retrospectiva. Em vez de apresentar uma nova fase, o Maroon 5 reforçou sua relação antiga com o Brasil. De acordo com a Folha de S.Paulo, a apresentação no Rock in Rio foi o 28º show do grupo no país desde a primeira visita, em 2004, e a quarta participação da banda no festival. O espetáculo não dependeu de uma cenografia complexa. Telões, luzes e a passarela sustentaram a produção, mas o centro permaneceu nos refrões. Isso tornou o show previsível para quem acompanha a banda há anos, porém acessível para uma multidão formada também por pessoas que conhecem apenas os singles. Mumford & Sons encerrou o Palco Sunset sob chuva. Foto: Yuri Eiras/Folhapress. Como foi o show do Mumford & Sons no Rock in Rio 2026? O Mumford & Sons tinha apresentação prevista para 22h45 e começou por volta das 23h no Palco Sunset. Era a estreia do grupo britânico no Rock in Rio e o retorno ao Brasil aproximadamente dez anos depois de sua passagem pelo Lollapalooza. A missão não era simples: a banda entrou depois do espetáculo de João Gomes com a Orquestra Brasileira, que havia levado frevo, maracatu e símbolos da cultura pernambucana ao festival. Em vez de tentar competir em volume ou grandiosidade, o Mumford & Sons mudou o ambiente. A chuva fina e persistente combinou com o repertório de baladas e folk rock. Violões, banjo, viola e violoncelo formaram uma paisagem sonora mais orgânica. A plateia do Sunset não estava tão cheia quanto a do Palco Mundo, mas reuniu fãs que conheciam as músicas e acompanharam “Little Lion Man”, “White Blank Page”, “Rushmere” e “I Will Wait” com as mãos erguidas. Marcus Mumford agradeceu repetidamente ao público em português. A voz rouca do cantor e os arranjos crescentes deram ao show um caráter emocional, sem depender de efeitos especiais. “The Cave” e “The Wolf” trouxeram os momentos de maior energia; “Awake My Soul” e “I Will Wait” conduziram o encerramento. Parte da plateia começou a caminhar em direção ao Palco Mundo antes do fim para garantir lugar no Maroon 5. Ainda assim, o grupo sustentou a própria identidade e entregou uma apresentação coesa, especialmente para quem buscava uma pausa do pop dançante que dominou a programação principal. Vídeo: Mumford & Sons no Palco Sunset Se o vídeo não carregar, assista diretamente no Instagram . Setlist do Mumford & Sons no Rock in Rio 2026 O repertório registrado pelo Setlist.fm reuniu 13 músicas, seguido pela reprodução de “Son of a Preacher Man”, de Dusty Springfield: Babel; Little Lion Man; Rubber Band Man; White Blank Page; Rushmere; Prizefighter; Ditmas; The Cave; Here; The Wolf; The Banjo Song; Awake My Soul; I Will Wait. A seleção equilibrou quatro faixas de Sigh No More , álbum de estreia que projetou o grupo, com músicas recentes de Prizefighter . “Rushmere”, faixa-título do disco de 2025, também apareceu, conectando a história da banda à fase atual. Qual dos dois shows foi o destaque? Não existe uma resposta única porque as propostas foram opostas. O Maroon 5 venceu em alcance, duração e quantidade de hits. Foi um show de encerramento desenhado para uma multidão, com reconhecimento imediato e pouca margem para risco. O Mumford & Sons ofereceu a apresentação mais atmosférica. A chuva, o palco menor e os instrumentos acústicos criaram um encontro mais próximo entre banda e público. Para quem queria cantar sucessos pop, Maroon 5 entregou o pacote esperado. Para quem preferia dinâmica musical, emoção e folk rock, o Sunset guardou uma experiência mais especial. Próximos shows e planejamento dos fãs O show do Rock in Rio encerrou a passagem brasileira da turnê latino-americana do Maroon 5, que também passou por São José do Rio Preto, São Paulo e Salvador. Para consultar páginas de eventos e futuras datas, acesse a agenda do Rock in Rio no ME LEVA PRO SHOW . Também estão disponíveis nossos guias para comparar Rio Preto, São Paulo e Salvador , entender quanto custa viajar para ver o Maroon 5 e escolher onde ficar nas cidades da turnê . Quer acompanhar novos shows, festivais e oportunidades de viagem? Cadastre-se gratuitamente no ME LEVA PRO SHOW e participe das comunidades internas para trocar informações sobre ingressos, transporte, hospedagem e experiências com outros fãs. Fontes: Folha de S.Paulo — Maroon 5 , Folha de S.Paulo — Mumford & Sons , UOL , Setlist.fm — Maroon 5 e Setlist.fm — Mumford & Sons , consultados em 13 de setembro de 2026.