melevaproshow
Blog

Hwasa no Rock in Rio: como foi a estreia solo no Palco Mundo

ME LEVA PRO SHOW 12 de setembro de 2026
Capa do artigo: Hwasa no Rock in Rio: como foi a estreia solo no Palco Mundo

Hwasa estreou solo no Brasil com vocais potentes, sucessos, MAMAMOO e carinho pelos fãs. Veja como foi o show no Rock in Rio 2026.

Hwasa fez sua primeira apresentação solo no Brasil na noite de 11 de setembro e transformou o Palco Mundo do Rock in Rio 2026 em um encontro de potência vocal, dança, sensualidade e carinho pelos fãs. O show foi a segunda atração do primeiro dia dedicado ao K-pop na história do festival, entre a abertura do NEXZ e as apresentações de Alok e Stray Kids. O momento tinha peso especial. A cantora esteve no país com o MAMAMOO em 2018, durante uma passagem promocional do grupo, mas ainda não havia apresentado seu repertório individual em um grande palco brasileiro. Oito anos depois, voltou como solista e encontrou uma plateia que sabia cantar seus sucessos, repetia seu nome e respondia a cada tentativa de comunicação em português. Segundo a Billboard Brasil , Hwasa chegou ao festival nervosa, mas quase nada dessa tensão apareceu quando o show começou. Cercada por bailarinos e acompanhada por uma banda completa, com bateria, guitarra e teclado, ela apresentou um espetáculo seguro e com energia suficiente para ocupar a escala do Palco Mundo. Como foi o show da Hwasa no Rock in Rio A abertura com “HWASA” apresentou imediatamente o tom da performance. A artista alternou coreografias, vocais fortes e caminhadas pelo palco, enquanto a banda dava mais peso às bases do K-pop. “I Love My Body” e “TWIT” aumentaram a resposta do público; “Chili”, “EGO”, “I’m a B” e “Don’t” ajudaram a percorrer diferentes fases de sua carreira solo. A voz grave e rouca, uma de suas marcas mais conhecidas, apareceu com destaque em notas longas e variações vocais. A Folha de S.Paulo descreveu a apresentação como um contraste com o K-pop mais tradicional e sincronizado que abriu o dia: Hwasa ocupou o espaço sozinha, combinando dança, sensualidade, humor e potência vocal. “NA” ganhou um arranjo preparado para o Rock in Rio, com ritmo adaptado ao clima carioca. A escolha mostrou que o repertório não foi simplesmente transportado de outro show: houve intenção de criar uma apresentação ligada ao Brasil e ao formato de festival. Hwasa durante sua estreia solo no Rock in Rio. Se o player não abrir, assista diretamente no Instagram . “Maria” ganhou significado brasileiro Um dos momentos mais simbólicos veio antes de “Maria”, um dos maiores sucessos da cantora. Hwasa explicou que a música nasceu como uma lembrança para reconhecer o próprio valor. Maria também é um de seus nomes e aparece tatuado em sua nuca. No Rio, ela relacionou a mensagem da faixa às muitas brasileiras que carregam esse nome e disse enxergar nela um espírito próximo ao Brasil. A conexão funcionou porque a autoconfiança não apareceu apenas no discurso. Canções como “I Love My Body”, “I’m a B”, “Maria” e a própria “HWASA” formaram uma narrativa sobre identidade, corpo e independência. A artista, que já enfrentou críticas por não se encaixar em padrões rígidos da indústria sul-coreana, levou ao maior palco do festival justamente aquilo que a tornou diferente. O público respondeu com gritos e acompanhou as coreografias. Hwasa sorriu durante boa parte da apresentação, levou a mão ao coração e repetiu frases como “eu te amo” em português. A estreia deixou de parecer uma apresentação distante de uma estrela internacional e ganhou clima de reencontro. Medley do MAMAMOO relembrou a primeira passagem pelo Brasil Embora o foco estivesse na carreira solo, Hwasa não ignorou sua história com o MAMAMOO. Um medley reuniu “Décalcomanie”, “Starry Night”, “Dingga” e “HIP”, conectando o show de 2026 ao grupo com o qual ela estreou em 2014. Para os fãs que acompanharam a passagem do quarteto por São Paulo em 2018, foi uma lembrança direta de uma espera de oito anos. Para quem conheceu Hwasa depois, o bloco funcionou como resumo de sua origem artística: um grupo reconhecido por vocais fortes, personalidade e capacidade de transitar entre pop, soul, hip-hop e R&B. A presença desse repertório também ajudou a explicar o papel de Hwasa na noite temática. Ela representava uma geração diferente do NEXZ e uma proposta diferente do Stray Kids. Em vez de depender da força coletiva de uma formação numerosa, mostrou como uma solista de K-pop pode sustentar um palco de festival com identidade própria. Hwasa desceu até os fãs em “So Cute” Próximo ao fim, a separação entre palco e plateia diminuiu. Durante “So Cute”, Hwasa desceu para perto do público, tocou as mãos de fãs e distribuiu abraços e beijos. Antes, ainda quis aprender como dizer “fofo” em português, criando mais um momento de interação simples, mas eficiente. O encerramento veio com “Good Goodbye”. A apresentação começou com a cantora deitada no palco, enquanto o telão exibia legendas em português, e terminou com Hwasa percorrendo a passarela com a bandeira do Brasil. Foi uma imagem pensada para fechar a estreia: uma artista sul-coreana celebrando o vínculo com o país diante de uma plateia que esperou anos pelo reencontro. Alerta de segurança marcou o início da apresentação Antes de Hwasa entrar, o festival precisou pedir que o público próximo à grade recuasse. Havia forte concentração de fãs aguardando o Stray Kids, headliner da madrugada, e algumas pessoas passaram mal com o calor e o aperto. O alerta permaneceu nos telões até que houvesse espaço mais seguro para o começo do show. O episódio reforça uma lição para os próximos eventos de K-pop: a força dos fandoms precisa ser considerada também na circulação, na hidratação e no desenho da programação. Chegar cedo pode ajudar a conseguir uma posição melhor, mas permanecer horas em uma área muito comprimida aumenta o risco de mal-estar. Se a produção pedir recuo, a orientação deve ser seguida imediatamente. O que a estreia de Hwasa representa para o K-pop no festival O show provou que o K-pop cabe no Rock in Rio para além de boybands e coreografias coletivas. Hwasa apresentou uma vertente mais adulta, vocal e autoral, com referências de soul, hip-hop e pop. Sua presença ajudou a ampliar a imagem do gênero para quem acompanhava a programação sem fazer parte do fandom. A artista também mostrou que consegue funcionar fora de um evento exclusivamente dedicado à cultura coreana. O repertório acessível, a banda ao vivo, a comunicação direta e a presença de palco criaram uma apresentação com linguagem de grande festival. O reencontro com o Brasil não dependeu apenas da nostalgia do MAMAMOO: abriu espaço para uma relação nova com o público solo de Hwasa. Para conferir informações, guias e outras retrospectivas, visite a página do Rock in Rio 2026 . Leia também como foi o show histórico do Stray Kids no Palco Mundo . Você acompanhou a Hwasa na Cidade do Rock? Cadastre-se grátis no ME LEVA PRO SHOW , participe das comunidades internas e compartilhe suas fotos, vídeos e o momento favorito da apresentação com outros fãs. Fontes: Billboard Brasil , Folha de S.Paulo e UOL . Foto de capa: Eduardo Anizelli/Folhapress.